André Fischer deveria se envergonhar de espalhar boatos antes de verificar quais são os fatos concretos. Até o momento, os fatos concretos são que tanto o projeto da união civil (que não andou nada durante a presidência do vizinho dele em Higienópolis, FHC) e que o PLC 122 são de autoria de deputadas PETISTAS. E outro fato concreto é que essa tal carta ainda não teve o conteúdo divulgado. Finalmente, temos como mais um fato concreto o fato de que SILAS MALAFAIA é um dos principais apoiadores do José Serra. E, como se não bastasse, o vice do Serra já prometeu ao Malafaia que eles vão vetar o PLC 122. Mas claro, falar dessas coisas não interessa para as bichas de Higienópolis. Afinal de contas, quem tem dinheiro para se divertir na noite gay clandestina de Dubai não se importa com os homossexuais que são presos por lá, e muito menos com o que as bichas pobres do Brasil podem passar num eventual governo do Serra com base de apoio do Malafaia.
Primeira frase de Duna (Frank Herbert), citação da princesa Irulan.
Infelizmente, não estou podendo me dar a esse luxo. O problema de ficar muito tempo apático é que quando você volta a se mexer, percebe que tem que voltar a fazer tudo ao mesmo tempo. E que tem muita coisa para fazer. E aviso logo para quem chegou aqui via Twitter: se vocês me acham chato e mau-humorado por lá, é porque não me viram ainda escrever de VERDADE. E eu ainda devo ter alguma bile pra vomitar no processo de digestão do segundo turno da eleição presidencial de 2010.
Segundo turno que, registre-se para os próximos anos, foi provocado pela ascensão da candidata verde-híbrida.
Não dá pra chamar Marina Silva de transgênica porque isso seria “ecologicamente incorreto” – mas é perfeitamente possível apontar que a votação dela é a resultante dos votos da classe-média “ética” que tem medinho de comunistas e/ou acha a cor vermelha démodé (do tipo que abunda na Zona Sul do Rio) com pós-adolescentes revoltadinhos que não viveram a merda dos anos 80 e o voto de cabresto controlado por padres e pastores empenhados em jogar com a carta suja do anti-abortismo. Todos grupos facilmente manipuláveis, não apenas pelos religiosos como também pela grande imprensa. Se bem que há um outro componente que merece uma análise mais detalhada: o vício brasileiro da conciliação a todo custo. Veremos isso mais adiante.
Voltando pra inauguração do blog em si, o nome eu já espero que ajude a espantar alguns e outros detalhes de forma (e conteúdo, como links) serão resolvidos aos poucos. E depois vamos falar mais detalhadamente da pauta. Ainda hoje, espero.